Um reboque passar por nós num ritmo relativamente apressado e com os pirilampos acesos... com uma ambulância em cima.
"Que irónico" by Afonso Pardal.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Na mesma tecla
Reparei ontém que as pessoas demoram demasiado tempo a dar os passos seguintes, não há conjunturas perfeitas. Não se pode planear a vida nesse sentido, se o continuarem a fazer será tarde demais para tudo. Para não falar do rotineiro em que nos embrenharemos.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
segundo os testemunhos
Angela wombat tinha poderes... Sétimos sentidos porque o sexto era demasiado propenso a desgraças... Sim ali havia história, mal contada e errante, prosseguimos com as investigaçoes. E selaremos por fim todas as duvidas. Nunca se sentira tão pobre de tudo, sugaram-lhe o unico brilho que a mantinha presa à realidade, agora não passava de uma nada. Seria sempre assim? Ela uma nada, os outros tudo.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
every day
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A morte saiu à rua num dia assim.
Espero um dia morrer na Primavera, em dias de sol nada parece tão definitivo. Carlota é nome de primavera e quando penso em profecias, esta senhora pode encaixar numa delas. Morreu na primavera, infelizmente antes de vislumbrar as flores alheias que lhe davam tanta alegria.
Era uma Senhora ao estilo de Eça, pelo menos eu acreditava nisso, pois não sei porque, imaginava-a a ler debaixo de uma árvore no seu alpendre. Era acima de tudo uma Senhora de traço delicado, mimada por todos e sempre pautada por uma boa disposição extrema.
Foi ela que ensinou a minha mãe. E nunca tive coragem de lhe perguntar, se esta se portava mal, infelizmente já não vou a tempo.
Era uma Senhora ao estilo de Eça, pelo menos eu acreditava nisso, pois não sei porque, imaginava-a a ler debaixo de uma árvore no seu alpendre. Era acima de tudo uma Senhora de traço delicado, mimada por todos e sempre pautada por uma boa disposição extrema.
Foi ela que ensinou a minha mãe. E nunca tive coragem de lhe perguntar, se esta se portava mal, infelizmente já não vou a tempo.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Sanatorium
Dediquei-me várias vezes a um exercício banal que consistia em pensar instantaneamente numa palavra que definisse uma situação, um corte de pensamentos, ou ainda mais vulgarmente que não definisse nada e simplesmente tivesse ocorrido naquele momento. Depois disso, normalmente faço uma pesquina nada óbvia sobre ela e surge-me desta forma um universo paralelo que me faz feliz.
Ocorreu-me recentemente a palavra Sanatorium, há qualquer coisa nela que me arrepia e que me faz querer imediatamente recorrer ao exercício das palavras para arranjar algo que a substitua.
Hoje resolvi exorcisar o meu Sanatorium, as minhas imagens mentais dele, o espaço preto e branco, frio, solitário e cheio de gritos errantes. E entrei em campos de positivismo (resolução de ano novo, retirar sempre algo postivo das coisas, desconstruí a palavra sem recorrer a imagens e por fim cheguei ao verbo SANAR=resolvido, desmistificado,revelado.
Considero-me o meu Sanatorium in progress, e por fim estarei resolvida, desmitificada e revelada.
Ocorreu-me recentemente a palavra Sanatorium, há qualquer coisa nela que me arrepia e que me faz querer imediatamente recorrer ao exercício das palavras para arranjar algo que a substitua.
Hoje resolvi exorcisar o meu Sanatorium, as minhas imagens mentais dele, o espaço preto e branco, frio, solitário e cheio de gritos errantes. E entrei em campos de positivismo (resolução de ano novo, retirar sempre algo postivo das coisas, desconstruí a palavra sem recorrer a imagens e por fim cheguei ao verbo SANAR=resolvido, desmistificado,revelado.
Considero-me o meu Sanatorium in progress, e por fim estarei resolvida, desmitificada e revelada.
domingo, 16 de janeiro de 2011
angela wombat

Em tempos foram amigas, Angela era uma espécie de alter-ego daqueles forçados, em alturas de criatividade. Porém existia há muitos anos, e pintava diariamente. Doroteia gostava de escrever, Angela apenas pintava o que não conseguia dizer por palavras.
Nasceu no Cairo, e refugiou-se no Ceilão, é daquelas pessoas que se recusa a aceitar os nomes novos das coisas, até porque Ceilão, soa a chá, soa a exótico, soa a século XIX e a pachás em cima de elefantes.
Angela Wombat nasceu fora de tempo, e viveu como uma rainha, foram-lhe dedicadas canções, e devotados poemas. Era-lhe algo compulsório, o magistral.
Diz-se por aí que é a garota de Ipanema de Jobim.
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